A Fisioterapia e seu Tratamento no Acidente Vascular Encefálico

O acidente vascular encefálico é a principal causa de incapacidade física em adultos tanto em países desenvolvidos com países em desenvolvimento.

 Conhecer as peculiaridades dos déficits motores, sensitivos e cognitivos destes indivíduos é a primeira etapa antes de traçar estratégias eficientes de reabilitação.

O acidente vascular encefálico (AVE) é a doença vascular que mais acomete o sistema nervoso central, apresentando-se como a segunda principal causa de morte, com importante impacto na saúde pública, sendo a principal causa de incapacidades físicas e cognitivas.

Fonte: http://fisioterapia.com

Suas causas estão relacionadas com a redução crítica do débito sanguíneo devido à oclusão parcial ou total de uma artéria cerebral, sendo que a constituição de um infarto cerebral traduz-se pelo aparecimento súbito de um déficit, caracterizando o acidente vascular encefálico isquêmico cuja representação depende do território arterial atingido, ou por ruptura de um vaso, caracterizando o AVE hemorrágico.

As lesões no córtex cerebral ou no feixe córtico-espinhal, decorrentes do AVE, ocasionam um comprometimento das conexões corticais com a medula espinhal, tronco encefálico e cerebelo, enquanto as demais áreas supra-medulares continuam a exercer um controle sobre a atividade dos motoneurônios inferiores. Como resultado, há uma ativação muscular anormal que produz um sério comprometimento motor nestes indivíduos

O déficit neurológico decorrente do AVE caracteriza-se por manifestações clínicas, que evidenciam o comprometimento dos diversos sistemas corporais. Estas manifestações clínicas envolvem comumente alterações motoras e sensitivas, que afetam a função física. Alem disso, déficits na função cognitiva, perceptiva, emocional podem estar presentes após o AVE como conseqüências funcionais, os déficits primários neurológicos geralmente predispõem os sobreviventes de AVE a um padrão de vida sedentário e com limitações individuais para as atividades de vida diária, contribuindo para uma pobre auto-estima, depressão, isolamento social e deterioração física.

Um treinamento fisioterápico deve ser iniciado imediatamente e deve ser voltado ao convívio e atividades usuais do paciente.

Tratamento Fisioterapêutico.

  • Minimizar os efeitos das anormalidades de tônus
  • Manter uma ADM normal e impedir deformidades
  • Melhorar as funções respiratórias e motoras
  • Mobilizar o paciente nas atividades funcionais iniciais
  • Melhorar o controle de tronco e equilíbrio
  • Indicação de órtese
  • Orientar quanto a prática de uma atividade física ( se indicada)
  • Alcançar o nível máximo de independência
  • Outros

Fatores de Risco

  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Doença Cardíaca
  • Tabagismo
  • Hiperlipidemia
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Estresse
  • Contraceptivos orais
  • Historia familiar de AVE

O tratamento irá abordar principalmente a reabilitação funcional e logicamente a independência deste paciente. Séries com alongamento, força, treino de equilíbrio, treino funcional, socialização e práticas que ajudarão a adaptar o corpo à nova condição, serão elaboradas em todas as sessões na própria casa e locais frequentados pela pessoa. Vale lembrar a importância de um tratamento global com demais profissionais da saúde e a contribuição da família para maior sucesso na reabilitação.

Fonte: www.efdeportes.com/efd132/acidente-vascular-encefalico-na-alteracoes-na-marcha

Renan Villa Verde

Fisioterapeuta – Shopfisio

CREFITO: 44835- LTF

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