A terapia manual e seu papel no futuro da fisioterapia.

Algumas das técnicas manuais que o Fisioterapeuta aplica são indispensáveis para a melhora do paciente

É comum na clínica diária ouvirmos histórias de pacientes que realizaram 20, 30 e, às vezes, até 50 sessões de fisioterapia que, impreterivelmente, incluíam TENS (e outros aparelhos de eletroterapia que emitem “choquinhos”), compressas quentes ou frias, dentre outras intervenções terapêuticas. Mais comum ainda é, após a alta desses mesmos pacientes, recebê-los tempos depois com recidivas das patologias e, em muitos casos, quadro álgico mais acentuado.

Mas o que ocorre nesses casos? Pois bem, quando tratamos um paciente ortopédico com técnicas de fisioterapia tradicional, visando apenas os sintomas, o que fazemos, na verdade, é mascará-los. Uma prática puramente profilática. Não se pretende desmerecer o método de trabalho mais habitual entre os fisioterapeutas, até porque em alguns casos como, por exemplo, os pós-traumatizados, em associação com a cinesioterapia, é uma boa opção em matéria de tratamento. E existem inúmeras outras indicações.

Mas o que dizer dos pacientes com tendinites, bursites, fibromialgia, hérnias de disco, osteofitose (“bico de papagaio”), fasceíte plantar, LER/DORT, desvios posturais (escoliose, hiperlordose lombar/cervical, hipercifose torácica, retificação de curvaturas), idosos com dores crônicas, síndrome do túnel do carpo, dentre outras?

Nesses casos, os pacientes exibem compensações – mais significativas para o profissional que irá conduzi-los à terapia do que a própria sintomatologia apresentada, que, na maioria das vezes, leva-os a buscar ajuda especializada.

No Brasil, estamos passando por uma revolução em matéria de conduta fisioterápica, cuja prática, na Europa e nos Estados Unidos, é diária há décadas. Uma prova de que essa revolução está acontecendo por aqui são as inúmeras matérias veiculadas nos mais diversos meios de comunicação sobre Reeducação Postural Global (RPG), osteopatia, quiropraxia, entre outros.

E qual seria a razão de tamanho interesse por essas e outras técnicas? O motivo é simples: todas elas, isoladamente ou associadas, tratam as causas da doença ou disfunção, sejam elas de origem miofascial (músculos e fáscias), osteoarticular, neural, visceral ou uma combinação de todas elas.

Em um paciente com hérnia de disco, por exemplo, além da lesão no disco intervertebral temos fatores múltiplos, como retração miofascial, rotação da vértebra, inibição de músculos profundos, hiperatividade de músculos superficiais e assim por diante. Com isso, as diversas técnicas de terapia manual atuam em reverter ou minimizar tais compensações, tornando o paciente assintomático (livre de dor ou restrição).

Mas não basta o conhecimento da técnica adequada se não há indicação correta sobre em qual ocasião aplicá-la. Surge, nesse contexto, a importância da avaliação físico-funcional criteriosa, visando o todo do paciente, buscando compensações locais e à distância, disfunções locais e globais. Em suma, uma boa conduta fisioterápica empregando técnicas de terapia manual dependerá, necessariamente, de uma boa e bem fundamentada avaliação fisioterápica.

Dentre as técnicas e métodos que podem fazer parte do protocolo de tratamento fisioterápico no tratamento ortopédico, estão:

RPG (Reeducação Postural Global)
Quiropraxia
Método Maitland
Mulligan
Osteopatia
Ginástica holística
Pilates terapêutico
Mobilização neural
Estabilização Segmentar Terapêutica (EST)

Está com dor ou outra disfunção ortopédica? Consulte um fisioterapeuta.

Fonte: fisioterapia.com

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