Alongar os músculos melhora a consciência corporal além da flexibilidade

Quem é sedentário ou passa muito tempo sentado precisa se esticar. Exercício amplia os movimentos, diminui dores e até previne lesões.
Uma pessoa que passa muito tempo sentada durante o dia e faz pouca ou nenhuma atividade física, precisa se alongar. Esticar os músculos ajuda a aumentar a flexibilidade e a consciência corporal.
Segundo o médico do esporte Gustavo Maglioca e o preparador físico José Rubens D’Elia, o alongamento diminui dores, amplia os movimentos e previne lesões. Mas é preciso praticar sempre, pois, em um mês de sedentarismo, já ocorre uma diminuição.
Um indivíduo que toca a palma da mão no chão, com as pernas esticadas, se ficar parado por quatro semanas pode passar a tocar apenas a pontinha dos dedos, caso não alongue a parte posterior da coxa.
Os músculos são capazes de se alongar até a metade do tamanho, ou seja, ficar uma vez e meia mais comprida que o normal. Mas isso também depende de uma série de fatores, como genética, elasticidade natural e amplitude articular de cada região do corpo.
O músculo posterior da coxa pode ser alongado com uma espécie de régua, mas também ao deitar no chão, encostado na parede e com o bumbum próximo ao batente da porta.
É preciso erguer a perna paralelamente à parede, e o objetivo é deixar o membro em um ângulo de 90 graus em relação ao chão. Se não conseguir, é porque você está precisando muito alongar essa musculatura.
Se for uma pessoa sedentária, faça alongamentos mais suaves, sem forçar muito. Respeite sempre os seus limites e incremente seu treino aos poucos, para evitar sobrecargas e problemas mais sérios.
D’Elia recomendou fazer um aquecimento antes do exercício físico e um alongamento de 30 ou 40 minutos depois de 3h á 4h da atividade.
Os apresentadores e a faxineira Angelita Barbosa se alongaram antes e depois do programa. Veja como eles se saíram:
– Mariana: já conseguia encostar as mãos nos pés, com as pernas esticadas. No exercício dos braços, deixava uma distância de 8 cm entre uma mão e outra. Depois do alongamento, baixou para 1 cm.
– Fernando: deixava uma distância de 20 cm entre os braços e os pés ao tentar tocar o chão com as pernas esticadas. Depois do exercício, diminuiu para 17 cm. Na atividade dos braços, reduziu o intervalo de 11 cm para 8 cm.
– Angelita: mantinha uma distância de 13 cm entre as mãos e os pés. Esse número depois baixou para 12 cm. No caso dos braços, a distância era de 15 cm e não se alterou, mesmo com a sessão de alongamento.

Fonte: Fisioterapia

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