Como escolher, guardar e consumir o Iogurte?

Como escolher?
No mercado, a variedade de iogurtes é grande: integrais, desnatados, semidesnatados, orgânicos, com mel e com polpas de frutas. Todos são bastante nutritivos, e a escolha vai depender muito dos objetivos de cada consumidor. As versões naturais desnatadas e semidesnatadas, por exemplo, têm menos gorduras e açúcares, mas, em geral, também contêm menos vitaminas. “De qualquer forma, a mudança na composição é pequena, nada muito significativo. Então, para quem quer controlar ou manter o peso, os lights são, sem dúvida, uma boa opção”, diz a nutricionista Michelle Grillo Barone, do Ganep.
Já para as crianças, as melhores opções são os iogurtes integrais ou com frutas. “Se as frutas forem em pedaços ou em polpa, há um acréscimo de vitaminas e minerais. Mas atenção: no caso do iogurte que é apenas aromatizado, isso não acontece”, alerta Michelle. Outro cuidado é não confundir sobremesas lácteas com iogurte. “As primeiras normalmente contêm quantidades maiores de gordura, pois levam creme de leite, leite em pó integral, açúcares simples, corantes e aromatizantes em sua fórmula. O consumo deve ser esporádico e não regular, como no caso dos iogurtes naturais”, indica a nutricionista Ariane Pereira, da Naturalis.
Para os que usam o iogurte com o objetivo de turbinar o funcionamento do intestino, a versão com fibras é uma excelente pedida.
Como regra geral, observe no rótulo a presença e a quantidade de gorduras, açúcar e adoçante artificial, sódio, corantes e aromatizantes. Quanto menos, melhor.

Como guardar?
É importante armazenar os iogurtes em geladeira logo ao chegar em casa com as compras, depois de lavar os potinhos com água e sabão. “O ideal é colocar os iogurtes nas prateleiras mais altas da geladeira, evitando as portas. Também é importante manter um espaço entre os iogurtes e os outros alimentos, para permitir a circulação de ar e a manutenção da temperatura baixa em todos os copinhos”, ensina a nutricionista Tatiana Barão, da Naturalis.
Por último, é preciso estar atento ao prazo de validade, que, no caso dos iogurtes, é sempre curtinho.

Como consumir?
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a recomendação para o consumo de iogurte é de uma porção de 200 g por dia. “O ideal é consumir o iogurte no café da manhã ou nos lanches, já que o alimento é fonte de cálcio e pode atrapalhar a absorção do ferro contido no feijão, na carne e nas verduras escuras, que normalmente fazem parte do cardápio de almoço e jantar”, indica a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, do Citen.
Para que os benefícios do iogurte no organismo sejam contínuos, é preciso seguir à risca a orientação de consumi-lo todos os dias. “Os probióticos presentes no alimento não se reproduzem no intestino, ao contrário, são eliminados regularmente nas fezes. Daí a importância de fazer a reposição”, explica a nutricionista Juliana Malvestio Maioli.
O iogurte precisa ser consumido fresquinho, preferencialmente numa temperatura de até 10°C. Acima dessa temperatura, perdemos suas propriedades probióticas: as bactérias benéficas presentes no iogurte são eliminadas e ficam apenas os nutrientes, como o cálcio e as vitaminas. Por isso, se vai levar o seu iogurte como um lanchinho prático, na bolsa, providencie uma embalagem térmica ou coloque-o na geladeira assim que chegar ao seu destino.
Para realçar ainda mais o sabor dos iogurtes naturais, vale bater com frutas, pouco mel ou misturá-lo com granola, uvas-passas ou farinha de linhaça. “Outra dica é usar a frutose, um açúcar natural com 50% maior poder de adoçar”, diz Ariane.
O frozen yogurt, ou sorvete de iogurte, é produzido da mesma forma que o iogurte convencional, com a fermentação das bactérias do leite e, portanto, guarda muitas das propriedades do alimento. A diferença é que o frozen é normalmente adicionado de açúcar e glucose (xarope de açúcar), que lhe conferem uma consistência mais cremosa. “Isso faz com que ele seja um alimento mais calórico, que deve ser consumido com moderação, esporadicamente. De qualquer forma, ele é muito mais saudável que o sorvete comum”, afirma Juliana.

 

Fonte: Revista Viva Saúde

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