Hábitos que favorecem a Tendinite de Calcâneo

A tendinite de calcâneo, também conhecida como Tendinopatia de Aquiles, é uma inflamação no tendão do calcâneo, muito frequente nos atletas, principalmente entre os corredores de longa distância. É uma típica lesão por excesso de uso e, normalmente, origina-se com aumento repentino da atividade esportiva, mudança de calçados ou piso de treinamento inadequado.

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Em geral, é provocada por micro-rupturas das fibras de colágeno que constituem o tecido tendinoso, que é muito pobre em vascularização. Estas pequenas lesões, associadas ao excesso de esforço repetitivo, podem provocar uma inflamação ou degeneração do tecido tendinoso.

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Fatores que favorecem a tendinite de calcâneo:

  1. Aumento não gradativo da distância ou velocidade percorrida.
  2. Treinamento em aclive ou subidas de escadas.
  3. Traumatismo causado pela contração vigorosa da musculatura flexora do joelho, como um aumento na velocidade final na corrida.
  4. Sobrecarga de treinamento.
  5. Tênis inadequado para a corrida.
  6. Falta de equilíbrio muscular.

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Muitas vezes o paciente pode sentir dor ao caminhar, ao subir e descer escadas ou quando começa a correr. Esta dor pode variar de intensidade e de frequência e, em casos avançados, levam a grande limitação com dor mesmo em repouso.

Ao realizar o exame, encontra-se dor ao apalpar a parte mais baixa do tendão, de três a cinco centímetros acima de sua inserção. Também são vistos edema local, limitação dos movimentos e dificuldade para o início da marcha ou corrida, que pode ser claudicante.

A ultrassonografia pode ser indicada para confirmação diagnóstica, como método de baixo custo e rápido, embora a ressonância magnética possa dar com maior precisão detalhes do processo.

O tratamento da tendinite de calcâneo consiste, basicamente, no repouso relativo, no afastamento temporário das atividades físicas, no uso de anti-inflamatórios e analgésicos, na crioterapia – aplicação de gelo no local por 20 minutos de três a quatro vezes ao dia – e reabilitação através da fisioterapia com medidas analgésicas e exercícios específicos do fortalecimento da musculatura envolvida.

Antes de se pensar em cirurgia, porém, alguns métodos alternativos poderão ser utilizados, como eletroterapia. Tratamento cirúrgico é uma exceção, uma vez que a maioria dos casos são resolvidos com um tratamento clínico adequado. Nos casos crônicos pode ocorrer ruptura total do tendão de Aquiles. Quando isso ocorre, o tratamento cirúrgico pode ser indicado.

(Fonte: www.minhavida.com.br)

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