Conheça o que é e pra que serve o Perina.

O primeiro perineômetro pneumático foi concebido em 1950 pelo ginecologista Arnold Kegel, precursor da reeducação perineal nos Estados Unidos. Este aparelho baseia-se no mesmo princípio que o Esfigmotensiômetro e é constituído de uma sonda vaginal que infla, conectado a um manômetro de pressão que indica ao paciente a intensidade da força que ele efetuou. Este retorno de informação permite engrenar o processo de retrocontrole e de auto avaliação. O perineômetro pneumático apresenta a vantagem da sonda, ser elástica e inflável, portanto mais confortável que a sonda rígida, utilizada pela eletroestimulação ou reunida ao EMG deformável permite ao paciente ter noção do movimento que é muito mais evidente do que o trabalho ativo contra a resistência de um objeto não-deformável.


A nova geração do perineômetro pneumático substitui o velho manômetro de ponteiro por uma escala luminosa, cuja leitura é mais agradável e precisa. Permite o ajuste de sensibilidade para o esforço adaptado para qualquer paciente, inclusive para pacientes cuja contração perineal é muito fraca. A sonda vaginal é coberta por uma espessa dedeira de látex presa por anéis de borracha a qual permite que a sonda seja inflada e mantida segura no local. Antes da aplicação, a sonda deve ser recoberta por um preservativo, sem lubrificação, o que permite respeitar o controle da assepsia e evitar toda a contaminação de um paciente para o outro.

Uma das patologias que são tratadas através do biofeedback é a incontinência urinária (perda involuntária de urina). Situado abaixo da região do abdômen, o assoalho pélvico é um conjunto de músculos que dá sustentação a alguns órgãos, como a bexiga. Se essa musculatura não está fortalecida o bastante, ocorre o desenvolvimento do problema.

O processo de tratamento ocorre da seguinte forma: é colocado o eletrodo no abdômen e na região do períneo um conjunto de músculos ligados entre a região do reto, Após isso é feita uma avaliação e, realizados exercícios de contração do períneo. Neste processo, podemos avaliar se o paciente está ou não utilizando a musculatura do abdômen para realizar a contração,

É importante lembrar que para o sucesso dos exercícios realizados, é necessário que o paciente tenha uma modificação de hábitos e comportamentos levando a uma reorganização do seu dia-a-dia!

 

 

Renan Villa Verde

Fisioterapeuta

CREFITO: 44835- LTF

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