ELA: Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma patologia que acomete o Neurônio Motor trazendo um grau de incapacidade bem severo. Os sintomas normalmente não se manifestam até se passar dos 50 anos e a queixa principal é de inicio a apresentação de uma fraqueza muscular significativa, onde o tônus muscular pode estar elevado ou reduzido nas áreas de intensa atrofia muscular de acordo com a fase evolutiva da doença, acompanhando-se pela exacerbação ou diminuição dos reflexos profundos. Outra queixa comum é a atrofia de língua, também percebida facilmente no inicio da evolução da doença. Freqüentemente, o início da fraqueza muscular é focal, tendendo a se generalizar simetricamente, sendo excluído neste caso a alteração da sensibilidade e preservando a função esfincteriana.

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Alguns outros sintomas:

  • Dificuldade para respirar
  • Engasgar com facilidade
  • Babar
  • Gagueira (disfemia)
  • Cabeça caída devido à debilidade dos músculos do pescoço
  • Cãibras musculares
  • Contrações musculares
  • Normalmente afeta primeiro uma parte do corpo, como o braço ou a mão
  • Posteriormente resulta na dificuldade de levantar objetos, subir escadas e caminhar
  • Paralisia
  • Problemas de dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras)
  • Alterações da voz, rouquidão
  • Perda de peso.

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As causas da doença ainda não são completamente esclarecidas, porém, sabe-se que em alguns casos ocorre um erro genético que desencadeia a manifestação dos sintomas. Entretanto, há algumas especulações com relação as possíveis causas citadas abaixo:

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Desequilíbrio Químico

Os portadores da ELA, geralmente, apresentam níveis de glutamato mais elevados do que o normal, onde o  excesso deste é conhecido por ser tóxico para algumas células nervosas, o que pode ser a causa da morte ou comprometimento do Neurônio Motor.

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Doença Autoimune

Pode acontecer em alguns casos, que o sistema imunológico “ataque” algumas das células saudáveis do próprio organismo por engano, o que da mesma forma pode levar à morte de neurônios.

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Extravio de Proteínas

Neste caso, as proteínas no interior das células nervosas são extraviadas e acumulam-se  gradualmente de formas anormais no organismo fazendo, assim, com que as células nervosas se deteriorem ou morram.

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TRATAMENTO

A cura para ELA ainda não é conhecida, porém se utiliza de um medicamento chamado Riluzol que reduz a progressão da doença e prolonga a vida do paciente. Tratamentos qualificados em fisioterapia, como exercícios específicos para melhora da capacidade motora, uso de órteses ou de uma cadeira de rodas e ainda outras medidas ortopédicas serão necessárias para maximizar a função muscular e o estado de saúde geral, e também dispositivos respiratórios, como aparelhos de CPAP usados somente durante a noite e ventilação mecânica constante podem ser necessários com a progressão da doença.

Um acompanhamento nutricional é muito importante, pois os pacientes com ELA tendem a perder peso e a própria doença aumenta a necessidade de ingestão de alimentos e calorias. Ao mesmo tempo, os problemas de deglutição podem fazer com que seja difícil comer o suficiente.

 

 

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