Erros comuns dos pacientes

Alguns erros são comuns entre os pacientes. Cabe ao profissional orientá-lo para tentar minimizar.

Não contar a sua história real:
Exagerar ou minimizar os sintomas, omitir detalhes da sua história ou do problema pode interferir na escolha do tratamento e induzir a erro de diagnóstico.
Para não errar: antes da consulta, tente se lembrar dos detalhes que deve mencionar, escreva os sintomas e os sinais.

Fazer autodiagnóstico:
Você pode usar a sua própria experiência, a dos amigos ou mesmo algumas informações da internet para decidir a melhor conduta terapêutica para o seu caso. Seja como for, escolher o seu tratamento é sempre um erro grave. É muito fácil confundir as doenças. E só um profissional com experiência de prática sabe avaliar essas pequenas diferenças, que muitas vezes são sutis. O inverso também acontece: certas doenças têm sinais não característicos.
Para não errar: marque uma consulta. Você ouvirá a opinião de um especialista. O risco de erro cairá, mesmo que você não faça nenhum tipo de exame.

E por fim, o erro mais comum: parar a fisioterapia no primeiro sinal de melhora.
O primeiro foco da terapia é aliviar a dor. Porém, a melhora do sintoma não deve servir como indicativo de que é hora de suspender o tratamento. “Geralmente, quando há a melhora da dor, estamos ainda distantes da cura e a causa do problema nem começou a ser atacada”, explica a fisioterapeuta Adriana de Bortoli, da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe). Ou seja, ao interromper as sessões, aumentamos o risco de que o problema volte, e ainda mais forte. “Isso acontece, por exemplo, nos quadros de tendinite, pois primeiro atacamos a dor para depois trabalhar o fortalecimento do tendão. Porém, muitas pessoas ao se sentirem um pouco melhores param de ir às sessões e retomam as atividades. Só que o tendão estará tão vulnerável quanto no início do tratamento, e é possível que a lesão se agrave, podendo haver um rompimento dessa estrutura”, diz. “Uma alteração que poderia ser abordada apenas com fisioterapia evoluirá para uma cirurgia ou um problema crônico”, diz a fisioterapeuta Patricia Suassuna, do Centro Multidisciplinar da Dor.
Para não errar: se as sessões de fisioterapia estão fazendo você morrer de tédio, questione o profissional que o atende sobre os benefícios dos movimentos. Talvez isso o encoraje a seguir adiante. Se não funcionar, converse com o fisioterapeuta sobre a possibilidade de fazer adaptações aos exercícios, privilegiando movimentos que você esteja mais acostumado a fazer e que o agradem mais. Se houver uma boa comunicação entre vocês, será possível chegar a um meio-termo que atenda às necessidades de ambas as partes. Agora, se o seu problema é a falta de tempo para as sessões semanais, procure um caminho alternativo. “A solução é pedir ao fisioterapeuta alguns exercícios que você possa fazer em casa: você agiliza o tratamento e consegue terminá-lo muito mais rápido, sem prejudicar em nada a sua condição física”, explica Adriana. No mais, priorize os lugares que atendam por hora marcada. “Tente encarar seu tratamento como um investimento. E acredite: se você fizer tudo certinho logo na primeira vez, estará economizando muito tempo no seu futuro”, garante Patrícia.

 

Fonte: Fisioterapia

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