Expressão na Paralisia Facial

Enxerto de músculo da coxa devolve expressão a pacientes com paralisia facial. Procedimento substitui nervo danificado da face e restaura capacidade de sorrir e manifestar emoções não verbais.
Médicos da Harvard Medical School testaram, com sucesso, uma técnica cirúrgica que utiliza um enxerto do músculo da coxa para restaurar a capacidade de sorrir em pacientes com paralisia facial resultante de neurofibromatose tipo 2 (NF2).
O procedimento, aplicado em cinco pacientes, devolveu a capacidade de manifestar emoções não verbais e melhorou a qualidade de vida dos pacientes.
A neurofibromatose tipo 2 é uma doença hereditária que faz com que os pacientes desenvolvam tumores cancerosos. Os tumores ocorrem tipicamente ao longo do nervo auditivo, podendo causar perda de audição. Quando o nervo facial é afetado por um ou mais tumores, a cirurgia para removê-los geralmente resulta em paralisia facial.
Além dos problemas funcionais, como dificuldades com a fala e a alimentação, a paralisia facial é uma condição desfigurante que elimina a expressividade facial, incluindo a capacidade de sorrir. “Apesar do impacto significativo da paralisia facial nesses pacientes, pouca atenção tem sido dada para o tratamento desta condição em pacientes com NF2”, observa o pesquisador Kalpesh T. Vakharia.
Para o ensaio clínico, os pesquisadores recrutaram cinco pacientes com paralisia facial e NF2. Todos os pacientes tinham paralisia grave de um lado da face, com inclinação e falta de movimento no canto da boca (comissura oral) sobre o lado paralisado. Os pacientes consistiam em três homens e duas mulheres, com idades entre 12 a 50 anos, a maioria teve paralisia facial como complicação de uma cirurgia anterior.
Para restaurar o movimento facial, os cirurgiões transplantaram um pequeno enxerto do músculo grácil retirado do interior da coxa no rosto. O enxerto, incluindo nervo e vasos sanguíneos, foi usado para substituir a área danificada. Os pacientes receberam a fisioterapia durante o período de recuperação após a cirurgia.
Fotografias tiradas antes e depois do procedimento mostraram que a técnica foi bem sucedida em restaurar a capacidade dos pacientes de sorrir. Medidas geométricas encontraram um aumento significativo na capacidade de levantar a comissura oral do lado paralisado.
“Quando questionados sobre suas impressões e sobre seus rostos, os pacientes uniformemente expressaram uma melhora dramática na capacidade de expressar a felicidade não verbal. Os pacientes também tiveram uma melhora significativa na qualidade de vida”, afirmam os pesquisadores.
Embora o estudo seja pequeno, a equipe afirma que o enxerto do músculo grácil é um tratamento efetivo para a paralisia facial em pacientes com NF2.

 

Fonte: Fisioterapia

Deixe uma resposta