Fisioterapia: Saúde do Corpo

Área dispõe hoje de vários métodos que permitem abordagem diferenciada para cada paciente e doença

A fisioterapia envolve diversas formas de tratamento e prevenção de doenças que abrangem várias áreas do organismo humano. Alcança resultados na reabilitação neurológica, traumatológica e reumatológica, além de ajudar na pneumologia, cardiologia e até oncologia. Atua também como exercício físico em favor da estética e pode ser aplicada em qualquer faixa etária. Na parte ortopédica, pode até acabar com a necessidade de cirurgia.

A profissão está em constante renovação e conta, hoje, com diversos métodos que permitem abordagem diferenciada para cada paciente e doença.

 

Acesse o Shopfisio e confira quais produtos podem ajudar na profissão do fisioterapeuta.

 

O coordenador do curso de Fisioterapia da Universidade Veiga de Almeida, Silmar Silva Teixeira, explica que a diversidade de tratamentos disponíveis cria uma boa demanda pelos fisioterapeutas.

“A fisioterapia está envolvida em todas as áreas da saúde, são diversas técnicas como o RPG, o Pilates e a traumatologia, o que gera um mercado promissor”, diz.

Teixeira afirma que o salário base de um fisioterapeuta é de R$ 2,2 mil e varia a partir daí de acordo com a especialização e experiência do profissional.  Ainda de acordo com o coordenador do curso universitário, a concentração dos profissionais nas grandes cidades pode causar concorrência, mas ainda assim há espaço suficiente para recém-formados.

Uma boa dica para os profissionais é estar sempre se atualizando. “A gama de informação é muito grande, o que exige que o profissional esteja sempre renovando seus conhecimentos”, destaca o coordenador.

Conhecimento – A fisioterapeuta Daniela Pigozzo, de 26 anos, está no ramo há quatro anos e já sentiu a necessidade de “saber mais”.

“Além da graduação, fiz várias especializações. Investi no pilates, no método Bertazzo em reeducação do movimento, no método GDS de cadeias musculares e articulares, na acupuntura, no método RPG de Phillipe Souchard e, o mais recente, o Kinesio Taping de Kenso Kase”, enumera.

Para ela, o maior desafio de ser uma fisioterapeuta é o conceito de que este precisa de um médico para escolher a conduta a seguir.

“A fisioterapia hoje é uma ciência capaz de eleger qual procedimento, dentro dos tratamentos fisioterápicos, é necessário para seu paciente”, afirma.

Daniela diz que a procura pela fisioterapia tem crescido.

“As pessoas se interessam pela prevenção de doenças, trabalho no qual o fisioterapeuta tem um lindo papel. Há mais consciência da necessidade de se cuidar, se prevenir e de experimentar os resultados do tratamento convencional antes de avançar para a cirurgia. Os resultados vêm surpreendendo pacientes e médicos, principalmente nos casos de neurocirurgia e processos invasivos em joelhos, ombros e pés”.

Ana Patrícia Orlando, 41 anos, é psicóloga, fisioterapeuta especializada em reabilitação de amputados e professora na Unisuam. Ela, que atua na área há quase 20 anos e dá aulas há 10, acha que falta profissionais do ramo.

“Quando comecei a dar aulas, as turmas tinham 100 alunos, hoje são no máximo 25. Não é que falte trabalho, mas as pessoas querem se formar ganhando um salário alto e acabam correndo para o concurso público”, explica.

A especialista em casos de amputação também ressalta como a psicologia e a fisioterapia agem juntas.

“Existem pessoas com problemas emocionais que preferem tratar só do corpo e outras tão doentes fisicamente que descobrem que nunca souberam quem eram e o que faziam com seus corpos. Com o meu trabalho procuro chegar à teoria de mente sã, corpo são!”, conta.

E para quem quer entrar para a área de fisioterapia, Ana Patrícia destaca que a escolha deve ser feita pelo gosto.

“A relação com a profissão é como um casamento: se você amar o que faz, superará todas as adversidades que aparecerem e se manterá casado”, ensina a especialista.

Fonte: Fisioterapia.com

Deixe uma resposta