Joelho: Suas Lesões, Seus Tratamentos

A articulação do joelho envolve três ossos: o fêmur, a tíbia e a patela. Essas três estruturas ósseas formam duas articulações: a fêmuro-patelar e a tíbio-femoral, que funcionalmente não podem ser sempre consideradas separadas, já que existe entre elas uma relação mecânica.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/plasma-sanguineo-recupera-ligamentos-do-joelho-20111212.html

O delimitador desta articulação é formado pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia com meniscos interpostos dando simetria à articulação.

A articulação é rodeada por músculos, ligamentos, meniscos e cápsula articular, que agem em conjunto para dar harmonia aos movimentos, que são de flexão e extensão, com pouca rotação

O joelho é a articulação mais complexa do corpo humano. Para se tratar de qualquer tipo de lesão deve-se conhecer a anatomia, fisiologia e a biomecânica. Suas superfícies articulares estão freqüentemente expostas a tensões e esforços.

Sua função está relacionada à sua atividade muscular integrada e às suas estruturas ligamentosas restritivas e precisas.

O joelho é a articulação mais acometida do corpo humano pelo fato das pessoas usarem seus joelhos como pivô, independente da prática de esportes, os joelhos são alvos de lesões.

A maior ocorrência de lesões se dá no ligamento cruzado anterior que pode ser uma lesão isolada ou não, quer dizer, que compromete outras estruturas (meniscos, ligamentos colaterais e outros).

Existem 4 grandes ligamentos no joelho:

 

* (LCA) – Ligamento Cruzado Anterior

* (LCP) – Ligamento Cruzado Posterior

* (LCM) – Ligamento Colateral Medial

* (LCL) – Ligamento Colateral Lateral

Os ligamentos estabilizam a articulação, evitando movimentos anormais, auxiliados pelos meniscos, que além de estabilizarem o joelho, atuam também como amortecedores das cartilagens que envolvem o joelho, absorvendo impactos e choques.

Os meniscos são em forma de meia lua e em número de dois, menisco medial ou interno e menisco lateral ou externo, os quais auxiliam na distribuição da pressão entre o fêmur e a tíbia. São estruturas fibrocartilaginosas curvas e ficam entre as superfícies articulares opostas e estão ligados entre si e a cápsula articular.

Os meniscos do joelho são freqüentemente lesados, sua retirada cirúrgica é bastante comum, em alguns casos, após ser retirado é formado um novo menisco idêntico ao primeiro, mas constituído não mais por cartilagem e sim por tecido conjuntivo fibroso denso que se torna menos resistente.

Observam-se como sintomas iniciais: dor imediata na linha articular, que, inicialmente, é descrita como uma sensação de falseio, “travando” o joelho próximo da extensão total. Se observarmos que o joelho está travado entre 10 e 30 graus de flexão é indicativo de ruptura do menisco medial. Quando vemos joelho “travado” em 70 graus, podemos estar diante de uma ruptura da porção posterior do menisco lateral. A efusão desenvolve de forma gradativa em 48 a 72 horas. O paciente pode se queixar de incapacidade para o agachamento ou para realizar mudança de direção durante a corrida pode observar também, “estalidos” no joelho. O diagnóstico deve ser feito imediatamente após a lesão, com testes específicos antes que a ação muscular de proteção e o edema escondam o formato do joelho.

 

http://alex-kuhn.blogspot.com.br/2011/05/paulo-henrique-ganso-suas-lesoes

Inicialmente sempre de forma conservadora. O paciente pode ser capaz de concluir a temporada, tratando os sintomas associados. O procedimento cirúrgico pode ou não ser adotado, dependerá da evolução dos sintomas. Se observarmos fragmentos fixando-se as superfícies articulares da tíbia e do fêmur, pode evoluir para um “pinçamento” crônico ou “falseios” articulares. Esses fragmentos soltos podem levar à degeneração articular, com grau de incapacidade e disfunção. Nestes casos, a opção pelo tratamento cirúrgico é eficaz, e observamos três técnicas, a saber: meniscectomia parcial, reparo do menisco e transplante do menisco. É a localização da lesão que determinará que tipo de técnica seja adotado.

 

PROCESSO DE REABILITAÇÃO

 

Tratamento não-cirúrgico: Destina-se primariamente, a reduzir a dor e controlar o edema (Crioterapia TENS, Ultra-som, Laser). Devemos limitar a função inicialmente por 3 a 6 dias, para permitir a redução dos sintomas. O uso de anti-inflamatórios orais são necessários para reduzir a síntese de prostaglandinas (substâncias responsáveis por exacerbar a dor). Após este período, prefira as atividades sem impacto como: bicicleta ergométrica, piscina para condicionamento cardiovascular e gradativamente, ir iniciando a corrida. Cabe observar também, os suportes biomecânicos que devem ser utilizados como: palmilhas de silicones e tênis específico e novo para sua pisada. Exercícios de fortalecimento muscular e alongamentos dos músculos que envolvem o joelho são adequados.

 

Fonte: http://www.centrofisioterapico.com

GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.

 

Renan Villa Verde

Fisioterapeuta – Shopfisio

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