Método de Pilates para crianças com Mielomeningocele

A mielomeningocele (MMC) é um tipo de espinha bífida; a criança portadora dessa patologia pode apresentar incapacidades crônicas graves, como: paralisia de membros, hidrocefalia, deformação de membros e da coluna vertebral. Isto pode ocorrer em qualquer parte da coluna, mas geralmente onde mais ocorre é na lombar e no sacro (região da base da coluna e pelve).
Os defeitos osteomusculares desenvolvidos por essas crianças trazem alterações posturais, que dificultam suas interações sociais e funcionalidades gerais. Pensando nisso, foram realizadas pesquisas com o objetivo de proporcionar maior estabilidade no sentar, que é a postura mais adotada por essas crianças, através do fortalecimento da musculatura de tronco e reposicionamento pélvico.
Foi confirmada a versatilidade do método Pilates com bolas, que tem como princípios o fortalecimento de centro e o alinhamento postural como intervenção tanto preventiva como terapêutica para pacientes com sequelas neuro-pediátricas.
O Método Pilates é um programa completo de condicionamentos físico e mental. Trazendo benefícios como a correção de desequilíbrios, realinhamento e construção da força interior do corpo.
Para as crianças com mielomeningocele na faixa etária de 6 a 10 anos, é fundamental trabalhar o fortalecimento de tronco para proporcioná-las uma maior funcionalidade e independência. O fortalecimento abdominal que o Pilates oferece, através da respiração, por exemplo, garante maior suporte à coluna, protegendo-a de maiores compensações postural.
O repertório básico do Pilates inclui um programa de exercícios que fortalecem a musculatura abdominal e músculos paravertebrais, bem como aumentam a flexibilidade da coluna. (KOLYNIAK et al., 2004).
Trabalhando a musculatura mais superficial da cintura pélvica (músculos do quadril, abdominais e dorsais) estamos favorecendo um alinhamento da pelve, o qual provoca a reorganização da cintura pélvica e por consequência, das estruturas abaixo e acima dela (membros inferiores – MMII e membros superiores – MMSS).
Conforme URLA (2005) se conseguirmos alinhar o corpo corretamente, reduziremos a quantidade de energia que é gasta contra a constante força de gravidade que nos atrai para baixo, e com isso, minimizaremos o desgaste do corpo.
Em um estudo recém feito concluiu-se que aplicação dos exercícios com bolas alcança melhores resultados através da rotina do programa por um maior período, trazendo benefícios mais significativos para correção de suas alterações posturais. Por isso, sugerimos que a prática do Pilates com a utilização com as bolas deve fazer parte do tratamento das crianças com MMC agregado a outras atividades, lembrando que toda a patologia de origem neurológica possui consequências osteomusculares.

 

Fonte: Revista Pilates

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