Nutrição Cerebral

Hábitos alimentares interferem diretamente na qualidade de vida do indivíduo, no entanto o estudo de como a alimentação afeta o cérebro é relativamente novo. (DINIS-2006)
Mas, qual é a relação entre a nutrição e a aprendizagem do adolescente?
Atualmente especialistas discutem a importância da nutrição cerebral, para eles, segundo (DINIS-2006), atentar a alimentação cerebral pode “desenvolver o cérebro e suas plenas capacidades, corrigir desvios de inteligência, preveni-los e aperfeiçoá-los”, desta forma é possível melhorar a qualidade de ensino adicionando nutrientes adequados ao desenvolvimento intelectual do indivíduo. Neste contexto Melo ressalta a importância das proteínas para o desenvolvimento cognitivo, ao afirmar que:
A formação de uma memória resulta de modificações ativadas por um sinal nas conexões das redes neuronais. Quando uma informação é recebida, proteínas e genes são ativados nos neurônios. Proteínas são produzidas e encaminhadas para as conexões estabelecidas entre neurônios. Essas proteínas servem ao reforço e à construção de novas sinapses – aprendizagem (os locais de comunicação entre os neurônios).
Quando se forma uma nova memória, uma rede específica de neurônios é elaborada em diversas estruturas cerebrais, principalmente no hipocampo e depois a lembrança é gravada da mesma maneira no córtex, local de seu armazenamento definitivo (MELO – 2005).
Mas nem todas as proteínas são produzidas pelo organismo e são essenciais, portanto devem ser adquiridas através de alimentos. Além das proteínas, outros alimentos têm sido amplamente divulgados como formadores da função cerebral. Veja o que diz alguns especialistas:
Ayer (apud GOMES, 2008) afirma que o sistema neurológico precisa de boas gorduras para funcionar e que a ingestão de gorduras trans e os aditivos químicos em excesso intoxicam os neurônios, comprometendo o desempenho cerebral, podendo causar demência, déficit de atenção, ansiedade e depressão.
Chudler (tradução-BASTOS-200_) confirma que os ácidos graxos do tipo n-6, influenciam na habilidade que os neurônios tem de utilizar-se da glicose. Baixos níveis do tipo n-3 podem causar deficiências visuais e a sua ausência pode causar problemas no aprendizado, motores e motivação, além de afetar outros sistemas que fazem uso dos neurotransmissores (dopamina eserotonina) no córtex frontal.
Coimbra (apud GOMES, 2008) aconselha a ingestão de vitamina B6 (feijão, lentilhas e fibras) para produção de neurotransmissores responsáveis pela atenção e diminuição da excitabilidade e de Omega 3 para estimulação dos neurônios.
Zajdenverg (apud GOMES, 2008) chama a atenção para os efeitos benéficos ao bom funcionamento do cérebro, ofertado pelo consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada, bem como das proteínas presentes no leite e nos ovos.
Para Almeida [200_], alimentos ricos em vitamina B1 reforçada com um bom aporte de vitamina B12, são boas fontes que alimentam o cérebro. Sua carência faz com que se acumulem substâncias tóxicas que provocam lesões no sistema nervoso.
Embora cada especialista faça alusões a diferentes nutrientes, a grande maioria segundo Dinis (2006) acredita na força da nutrição na produção da memória, equilíbrio de humor, concentração e consequente aprendizagem.
Para regenerar e revigorar a condição mental, é necessário adquirir um estilo de vida saudável que inclui, relaxamento, meditação, exercícios e bom sono.
Mas tudo isso será em vão, se não houver a matéria necessária para um bom funcionamento do cérebro. Em suma, a forma como se come pode ajudar na produção da inteligência e consequente sucesso das atividades mentais, bem como no equilíbrio das emoções e comportamento.

 

Fonte: Revista Pilates

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