O que é cisto de Baker? Entenda como trata-lo

O cisto de baker aparelho atrás do joelho, na região que chamamos de poplítea, esse cisto é formado debaixo da pele. Mas você sabe como?

Te contamos agora, pois é comum o cisto de baker na fisioterapia, esse é um problema que gera dor, desconforto e diminuição da amplitude de movimento do paciente. Mas qual a melhor forma de tratar o cisto de baker?

Bom, você vai descobrir agora nesse texto.

Tenha uma boa leitura!

O que é cisto de baker?

O cisto de baker é uma lesão que envolve 2 músculos da perna na região posterior e medial, o músculo semimembranoso e o gastrocnêmio, ambos estão envolvidos na formação do cisto. O cisto surgem no adulto devido a lesões intra-articuladores, essas lesões acumulam líquido sinovial e geram o cisto.

Porém, em casos mais raros crianças podem desenvolver cisto, nesse caso associamos os traumas no joelho ao surgimento, mas essa descoberta não é comum na ortopedia.

Quais as causas?

O líquido sinovial é o responsável por nutrir e lubrificar as articulações, é produzido no joelho, mas quando não existe equilíbrio entre absorção e produção, esse líquido pode acumular na estrutura articular.

O acumulo de líquido sinovial resulta na inflamação articular do joelho chamada sinovite. Porém, o cisto de baker surge quando o líquido sinovial em excesso empurra a região poplítea, existe a bursa poplítea atrás do joelho. Ela é quem se expandi e forma o cisto de baker, porque o líquido é empurrado para a bursa. Bom, esse é processo no qual o cisto é formado pelo excesso de líquido no joelho. 

Quem pode desenvolver?

Geralmente pessoas acima de 60 anos são a população de maior risco. Porém, qualquer pessoas com inflamação no joelho estará vulnerável a desenvolver o cisto de backer. A doença também esta relacionada aos processos degenerativos no joelho, como: artrose e artrite.

Sintomas

  • Dor
  • Desconforto atrás do joelho
  • Inchaço nas pernas
  • Massa ou “bola” atrás do joelho
  • Diminuição dos movimentos (ADM)
  • Rigidez articular

Se você for palpar a região tera a sensação de palpar um balão cheio de água, porque o cisto é cheio de líquido, essa percepção é comum na maioria dos pacientes.

É importante ressaltar que todos esses sintomas podem piorar se o paciente não procurar o tratamento fisioterapêutico e realizar exercícios físicos que sobrecarreguem a articulação do joelho.

Outro fator que piora os sintomas é manter longo posicionamento por muito tempo, como exemplo, ficar muito tempo sentado ou muito tempo em pé. Isso piora os sintomas e pode provocar dor intensa e insuportável.

Diagnostico: como descobrir se tenho cisto de baker?

Através da palpação e do exame físico é possível constatar o cisto de baker. Porém, não descarte a avaliação médica de um ortopedista, pois a maioria dos sintomas são comuns para: tumor, trombose e aneurisma.

Para avaliar o baker o médico deve pedir exames de imagens e realizar testes específicos na região poplítea, avaliar os músculos isquiotibiais, gastrocnêmico e constatar se existem doenças degenerativas no joelho.

O exame para o cisto de baker é criterioso, porque por vezes, ele é confundido com outras doenças na região posterior, por isso quando existir a suspeita do cisto, o paciente deve:

Ficar em decúbito ventral para que seja realizada uma palpação da região poplítea com joelho em extensão e depois flexionada a 90 graus. Na palpação é possível determinar que o cisto e suas bordas são bem definidas, inclusive temos a sensação de palpar uma bexiga de água, porque o cisto de baker tem o aspecto de gelatina.

É importante ressaltar que com joelho flexionado de maneira errada, torna o cisto imperceptível, ou seja, não conseguimos palpar. Isso acontece quando o joelho está em flexão de 45 graus, por exemplo.

Quais exames para o cisto de baker?

Os exames de imagem conseguem diagnosticar o cisto de baker, os mais comuns são: ultrassonografia e ressonância magnética. Sendo que a ressonância pode ser usada para determinar doenças degenerativas associadas ao cisto, como exemplo: tendinopatia.

Já a ultrassonografia delimita o tamanho e localização com precisão do cisto, também der termina se o cisto tem líquido ou tecido sólido. O RX só é solicitado em casos de artrose previamente diagnosticada, mas não identifica o cisto.

Como é o tratamento do cisto de baker? 

O tratamento fisioterapêutico é necessário para atuar na redução dos sintomas e na causa do cisto de backer. Primeiramente temos que identificar a causa do cisto para que o problema seja tratado e não apareça novamente.

Sendo assim, é necessário que o fisioterapeuta trate a origem primária do cisto, como, por exemplo: uma artrose, lesão no posterior ou osteoartrite. Nesse contexto, o primeiro passo dos objetivos seriam:

  • Controlar a dor com TENS e eletroestimulação para modular a dor do paciente
  • Enfatizar movimentos de extensores, abdutores e rotatórios para recuperar a ADM
  • Manter extensão resistiva do joelho em 90 graus com faixa elástica, manter por ate 30 segundos e repetir de 5 a 10 vezes, caso não tenha nenhum sintoma, ok?
  • Fortalecer isquiotibiais com paciente deitado, com faixa elástica
tratamento cisto de baker
Faixa elástica para fortalecer o joelho

Após diminuir dor, inicie treino de mobilidade e fortalecimento. Veja se o paciente evoluiu para que você realize os exercícios de propriocepção, essa é fase mais avançada do tratamento para o cisto de baker

Considerações finais

Os exercícios fisioterapêuticos acima são eficientes para melhorar o cisto de baker, principalmente para devolver os aspectos motores do paciente, que por vezes é impedido de ter uma vida normal e fazer exercícios.

Separamos um artigo científico para você ver como as ações preventivas da fisioterapia ajudam no cisto de baker.

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