No mês de março, a maior parte dos Estados brasileiros determinou o isolamento social como forma de evitar a propagação do COVID-19, popularmente conhecido como Coronavírus.

Desde então, estabelecimentos considerados não essenciais foram fechados e a rotina da população mudou radicalmente — a orientação. A medida, é claro, também afetou os fisioterapeutas.

Qual foi a decisão do Coffito?

No dia 23 de março, o Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) publicou a Resolução nº 516/2020, que suspendeu os efeitos do art. 15, inciso II do código de ética, permitindo que o atendimento não presencial, antes vetado aos fisioterapeutas, seja prestado em modalidades específicas. 

De acordo com o comunicado oficial, a liberação do telesserviço compreende:

  • Teleconsulta: consulta clínica registrada e realizada pelo Fisioterapeuta ou Terapeuta Ocupacional à distância.
  • Telemonitoramento: acompanhamento à distância de paciente atendido previamente de forma presencial por meio de aparelhos tecnológicos. Nesta modalidade o Fisioterapeuta ou Terapeuta Ocupacional pode utilizar métodos síncronos e assíncronos, como também deve decidir sobre a necessidade de encontros presenciais para a reavaliação, sempre que necessário, podendo o mesmo também ser feito, de comum acordo, por outro Fisioterapeuta ou Terapeuta Ocupacional local.

É importante ressaltar que a deliberação do Coffito tem caráter excepcional e objetiva minimizar a desassistência durante a pandemia de COVID-19. Com isso, os fisioterapeutas podem retomar seus atendimentos pela internet, amparando — e fidelizando! — os pacientes da clínica.

Por que (e como) você pode continuar seus atendimentos?

A determinação do Coffito é a resposta para um questionamento bem frequente entre os fisioterapeutas que precisaram pausar suas rotinas profissionais: como é possível assegurar o funcionamento da clínica e, ao fim da crise, garantir que tudo volte à normalidade?

A possibilidade de realizar atendimentos virtuais vai ao encontro dessa necessidade e deve amenizar essa preocupação. Agora, você pode agendar consultas virtuais para acompanhar a evolução dos quadros de tratamento e para dar todo o suporte necessário ao paciente. Lembre-se: em tempos de incerteza, foque no cliente e priorize a fidelização!

A dica é aproveitar a liberação do Conselho e explorar as possibilidades digitais. Na medida do possível, mantenha seus pacientes ativos e monitore a evolução deles à distância — indicando exercícios simples e autônomos, ideais para serem feitos em casa, sempre que possível.

Uma coisa é certa: o Coronavírus é doença que exige cuidados, mas vai passar. Depois da turbulência, você e sua clínica precisam estar preparados para uma recuperação expressiva.

Enquanto isso, lembre-se: fique próximo de seus pacientes e abuse das facilidades virtuais!

 

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